Bases biológicas da cognição:

consequências para a educação e para a psicanálise

Autores

  • Luiz Ernesto Cabral Pellanda Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre

Palavras-chave:

Psicanálise, Biologia, Complexidade, Setting

Resumo

O autor chama a atenção para uma mudança paradigmática ocorrida no século passado: o Paradigma Newtoniano-Cartesiano levou o homem à lua, mas é incapaz de mostrar como a mente humana aprende ou como prever o estado do tempo, que exigem maior complexidade. Freud (1940/1961, p. 182) desejava ver a psicanálise incluída nas ciências do homem: “que todas as nossas propriedades psicológicas sejam um dia fundadas no chão de suportes orgânicos". Matte-Blanco deixou inconcluso seu projeto de uma epistemologia das emoções, enquanto Bion se preocupava em como conhecemos e Solms retomou o “Projeto” com as tecnologias de hoje. Foi o êxito da psicanálise em aliviar o sofrimento emocional que a fez se afastar de suas bases biológicas, as quais hoje retomamos. Somos todos seres humanos vivos, logo dependentes de nossa biologia, sendo definidos por nossa estrutura e pelo modo como nos acoplamos ao meio circundante. Esses conhecimentos estão propostos na Teoria de Santiago de Maturana e Varela (1997), resumida aqui no que nos importa como psicanalistas e educadores: é impossível a transmissão de conhecimentos, mas aprender é inevitável – então, como? É tentada uma nova maneira de conceituar Psicanálise dentro desse novo Paradigma da Complexidade, assim como se pretende entender o “setting” em consonância com o proposto.

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Biografia do Autor

Luiz Ernesto Cabral Pellanda, Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre

Membro efetivo jubilado da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA).

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Publicado

28-10-2026

Como Citar

Cabral Pellanda, L. E. (2026). Bases biológicas da cognição: : consequências para a educação e para a psicanálise. Revista De Psicanálise Da SPPA, 33(3). Recuperado de https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/article/view/1478