https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/issue/feed Revista de Psicanálise da SPPA 2022-01-20T15:02:18-03:00 Renato Moraes Lucas revista@sppa.org.br Open Journal Systems <p>A Revista de Psicanálise da SPPA é um periódico quadrimestral, editada pela <a href="http://sppa.org.br/">Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre</a>, dirigida a pesquisadores, professores, profissionais e estudantes da área de Psicanálise. Podem ser submetidos artigos científicos nos idiomas português, espanhol, inglês, francês e italiano, inéditos ou originais no Brasil. Em 2020, a Revista de ´Psicanálise da SPPA online aderiu à publicação em fluxo contínuo.</p> https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/article/view/946 (Re)considerações em torno da identidade de gênero na infância e adolescência 2022-01-17T21:04:34-03:00 Marlene Silveira Araújo revista@sppa.org.br Carolina Silveira Campos revista@sppa.org.br <p>Nesse artigo, as autoras pretendem fazer a revisão de um material escrito em 2005 de modo a trazer considerações mais atuais sobre o tema. Para tanto, o texto será revisto por uma das autoras, na tentativa de colocar, em palavras, uma série de conversas sobre o tema da identidade de gênero na infância e adolescência de forma a fazer uma homenagem póstuma à autora principal do artigo.</p> 2021-12-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista de Psicanálise da SPPA https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/article/view/947 A utopia e seus destinos 2022-01-17T21:12:28-03:00 Silvana Rea revista@sppa.org.br <p>A intersecção sujeito/cultura é uma convicção de Freud desde o início da psicanálise. Em O mal-estar na civilização, ele aponta uma similitude entre o processo cultural e o desenvolvimento libidinal do sujeito nos destinos das pulsões, ou seja, se os seres humanos organizam-se socialmente como proteção ao desamparo, cabe a reflexão se tal organização está a serviço das ligações da pulsão de vida ou da pulsão de morte. A partir da ideia de utopia como um ideal civilizatório, este trabalho pretende discutir a noção de mal-estar proposta por Freud em 1930, abordando pensadores que se debruçam sobre a contemporaneidade.</p> 2021-12-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista de Psicanálise da SPPA https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/article/view/948 Sobreviver não basta: o novo/mesmo mal-estar na civilização 2022-01-17T21:25:18-03:00 Juarez Guedes Cruz revista@sppa.org.br <p>Na abordagem temática de <em>O novo mal-estar na civilização</em>, o autor, em vez de ocupar-se do <em>novo</em>, debate o tema a partir da invariância existente no atual cenário que nos cerca. Embora não seja possível esquecer que a peste trouxe graves consequências de vários tipos, ressalta o que não mudou, a cesura como ponte entre esses estados pré e pós-catastróficos marcados pela pandemia. Vale-se da paráfrase de que há muito mais continuidade entre a aflição dos dias de hoje e o mal-estar do qual nos falava Freud em 1930 do que a impressionante cesura da Covid-19 permitiria supor.</p> 2021-12-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista de Psicanálise da SPPA https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/article/view/frayze-pereira No princípio é a dor 2021-06-24T15:06:47-03:00 João Augusto Frayze-Pereira joaofrayze@yahoo.com.br <p>Considerando o livro de Gabriela Goldstein, La experiência estética: escritos sobre psicoanálisis y arte, no presente artigo analisamos as relações entre arte e psicanálise, enfocando a questão da experiência estética para definir alguns princípios para os estudos psicanalíticos dedicados às artes, bem como para o trabalho clínico. Nesse percurso analítico, destaca-se a ruptura entre os modos clássico-romântico e moderno-contemporâneo de pensar a beleza, dando lugar à questão da anterioridade da dor em relação à palavra e, portanto, em relação à arte.</p> 2021-12-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista de Psicanálise da SPPA https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/article/view/949 Vivenciar, sonhar e pensar experiências emocionais: o processo de elaboração psíquica 2022-01-17T22:27:52-03:00 Raul Hartke revista@sppa.org.br <p>O trabalho de elaboração psíquica propiciador do desenvolvimento mental implica o contato com experiências emocionais, assim como a capacidade de sonhá-las no sentido que Bion dá a esse termo, de pensá-las e, além disso, de poder vivenciá-las ao invés de apenas conhecê-las. A maturação psíquica resultante ocorre em saltos descontínuos através de mudanças na forma do indivíduo sentir e conceber a si mesmo e aos outros. Na relação analítica, todo esse processo é vivenciado e trabalhado pelo par, de forma<br>assimétrica. São relatadas duas situações clínicas e as transformações terapêuticas ocorridas, uma delas com atendimento on-line durante a pandemia da Covid-19.</p> 2021-12-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista de Psicanálise da SPPA https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/article/view/952 Dependência, elaboração, liberdade 2022-01-20T15:02:18-03:00 Ingeborg Magda Bornholdt revista@sppa.org.br <p>A autora aborda a elaboração da dependência em sua época inicial, a neonatal. Destaca o período das primeiras semanas após o nascimento como fundamental e fundante da incipiente mente do bebê. Neste tempo relativamente breve do período puerperal materno, ocorre um importante trabalho elaborativo entre as mentes assimétricas da mãe e do bebê. Em condições normais, de suficiente saúde constitucional e mental, a mãe entra em estado de preocupação materna primária, conforme descrita por Winnicott. São abordados os movimentos maternos de imersão no inconsciente primitivo do bebê, bem como o regresso à sua própria capacidade de funcionamento também secundário, para atribuir-lhe significado e transformação antes de devolvê-los ao bebê através de seu atendimento. Estes trabalhos de mergulhos maternos são igualmente de encontros da mãe com sua própria mãe interna. Há identificações e elaborações importantes para ambos os membros da dupla mãe/bebê. Através de identificações, contenções e transformações, desenvolvem-se as primeiras e rudimentares noções do dentro e fora, do self e do objeto, da exterioridade, da existência do terceiro e de certo grau do senso de continuar a ser. Mãe e bebê elaboram questões em importantes fluxos de identificações projetivas e introjetivas, sendo sujeito e objeto um para o outro. Vinculam-se profundamente e, aos poucos, se discriminam em duas unidades, incrementando sentimentos de maior liberdade do self e do objeto.</p> 2021-12-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista de Psicanálise da SPPA https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/article/view/950 A escrita psicanalítica na pandemia do Coronavírus: tempos de elaboração no Observatório Psicanalítico Febrapsi 2022-01-17T22:38:38-03:00 Maria Elizabeth Mori revista@sppa.org.br Roque Tadeu Gui revista@sppa.org.br <p>Analisa-se a intervenção proposta pelo Observatório Psicanalítico Febrapsi (OP), estratégia clínico-política de escrita de psicanalistas, para a elaboração secundária dos eventos que produzem o mal-estar atual ao longo da pandemia do Coronavírus. Os textos são escritos no formato de ensaios, de caráter autoral, reflexivo, expressando a experiência pessoal dos autores com o acontecimento. No processo, identificam-se cinco tempos: o Tempo Zero, aquele dos acontecimentos sociopolíticos, culturais e institucionais que nos afetam; segue-se o Tempo Um, constituído pela elaboração dos psicanalistas, por meio dos ensaios, avançando-se, então, para a elaboração coletiva dialógica entre os pares, considerado o Tempo Dois; em seguida, ocorre a elaboração da equipe de curadores na escrita de editoriais, o Tempo Três; o Tempo Quatro caracteriza-se pelo acesso do leitor a essas elaborações, por meio das mídias sociais utilizadas pelo Observatório. Conclui-se que o OP é um modo institucional de exercício de clínica extensa. No vértice de intervenção, vislumbra-se a possibilidade de produzir efeitos nos diferentes sujeitos alcançados por essa estratégia.</p> 2021-12-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista de Psicanálise da SPPA https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/article/view/laplanche Acerca da minha concepção do Eu 2021-08-18T22:04:06-03:00 Jean Laplanche revista@sppa.org.br <p>O autor propõe-se a discorrer sobre a sua concepção do Eu concernente à Teoria de Sedução Generalizada. Contrário à concepção diferenciada de self e Ego, toma o Eu como proveniente do contato primário das necessidades biológicas do indivíduo com mensagens enigmáticas sexuais provenientes do outro, constituindo-se em uma paraexcitação interna aos resíduos inconscientes (objetos fonte da pulsão) decorrentes da tradução parcial das referidas mensagens. O Eu assume e dinamiza os mecanismos adaptativos do indivíduo biológico, além de lhes fornecer seus próprios elementos intrínsecos de ligação, culturalmente adquiridos ao longo do seu desenvolvimento.</p> 2021-12-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista de Psicanálise da SPPA