Transformações e não-transformações do trauma e os pensamentos-prótese
Palavras-chave:
Trauma, Microtrauma, Simbolização, Transformação simbólicaResumo
A partir de um caso clínico, o autor procura ilustrar a evolução da “linguagem” de um paciente com insuficiências de simbolização, desde o que foi chamado de “linguagem do ato” até a “linguagem de êxito”, quando foi capaz de encontrar formas simbólicas para começar a transformar experiências traumáticas primitivas. Ademais, por entender o trauma como aquilo que não pode ser transformado simbolicamente e inserido no tecido psíquico, propõe que vivemos “microtraumas” ao longo da vida, pois há sempre um montante de novas experiências emocionais a serem transformadas em representações simbólicas. Da mesma forma, é preciso que o analista se deixe “microtraumatizar” na sessão para poder dar pensabilidade às experiências emocionais compartilhadas com seu paciente.
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