Notas sobre a alma do solo no Brasil
Palavras-chave:
Ecologia, Solo, Degradação ambiental, Modernidade-colonialidade, Arte contemporânea, Escultura social, Gaia, CtôniaResumo
As ecologias sociais, ambientais e subjetivas afetam-se mutuamente. Na urgência da crise climática que vivemos, o solo torna-se categoria de análise. Apesar de ser no solo fértil que se sustenta a vida no planeta, sua invisibilidade é reveladora da dinâmica de processos sociais e subjetivos. A história da colonização-modernização que banalizou no Brasil a devastação ambiental tem produzido paisagens monótonas, solos degradados, florestas devastadas e mares poluídos. O desprezo pelo desastre anunciado mantém-se na base do pensamento ocidental moderno, antropocêntrico e cartesiano, que separa natureza e cultura, mente e corpo, pensar e agir. A dualidade mítica da terra aponta outros significados para o processo de destruição e para as catástrofes que se sucedem.
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