A identidade do terrível e da felicidade: sublime, sublimação e uníssono na arte e na psicanálise

Autores

  • Giuseppe Civitarese Sociedade Psicanalítica Italiana (SPI)

Palavras-chave:

Sublime, Arte contemporânea, Kim Ki-duk, Richard Serra, Conflito estético, Wilfred R. Bion, Sublimação, Simbolização

Resumo

A estética do sublime e o conceito psicanalítico de sublimação, devidamente revisitado, podem interagir de forma a se iluminarem mutuamente. Obtemos, por um lado, uma profunda compreensão da essência da experiência estética na arte e, por outro, uma visão mais convincente de como se desenvolve o processo de se tornar sujeito. De fato, o primeiro vislumbre de autoconsciência surge em uma dimensão puramente estética, no sentido etimológico do termo, ou seja, em um espaço feito de sensações. Este espaço, chamado de chora semiótica por Julia Kristeva, é, ao mesmo tempo, dinâmico e intersubjetivo. Em outras palavras, embora seja tecido de sensorialidade, não pode prescindir de uma moldura simbólica. Para ilustrar esta área temática, o autor examina dois exemplos do sublime contemporâneo, o filme de Kim Ki-duk, intitulado Pietà, e algumas obras monumentais de Richard Serra

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Biografia do Autor

Giuseppe Civitarese, Sociedade Psicanalítica Italiana (SPI)

Médico psiquiatra e psicanalista. Membro efetivo da Sociedade Psicanalítica Italiana (SPI).

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Publicado

2022-04-07

Como Citar

Civitarese, G. (2022). A identidade do terrível e da felicidade: sublime, sublimação e uníssono na arte e na psicanálise. Revista De Psicanálise Da SPPA, 29(1), 47–73. Recuperado de https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/article/view/v29-n1-2022-civitarese