Construindo um lugar de existência dentro de si e no mundo:
o modelo do placement como base para outros encaixes
Palavras-chave:
Placement, Lugar, Triangulação edípica, Estabilidade, ContinuidadeResumo
No presente artigo, abordaremos o modelo clínico do placement, pouco conhecido por ter sido concebido por Winnicott, a princípio, no contexto bastante particular das situações de abrigos durante a Segunda Guerra. Pensando tal modelo de modo ampliado – como oferta de uma experiência durável de estabilidade e continuidade, a qual permite que crianças com graves problemas familiares construam um lugar de existência somatopsíquica e mundana –, iremos tomá-lo e o explorar como base do tratamento de Cris. Ao apresentarmos o caso em questão, marcado por intensa turbulência, ameaça de descontinuidade e agressividade, abordaremos tanto o aspecto do lugar físico e primordial do habitar que constitui o placement quanto o do lugar simbólico do existir que igualmente o constitui e remete à problemática edipiana. Além disso, buscaremos mostrar como, ancorado nessa base, o tratamento de Cris avança rumo à possibilidade de pensar (em contraposição ao agir), à discriminação (em oposição à confusão e indiferenciação) e à integração (versus dispersão).
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Referências
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