“Sexos e gêneros”
Palavras-chave:
Sexualidade, Binarismo, Gênero, Perversão, PerversidadeResumo
No campo da saúde mental, a legitimação das diversidades sexuais tem modificado os rótulos com os quais a psiquiatria tradicional pretendeu classificar os seres humanos. As fronteiras são menos herméticas, e a noção de perversão foi mudando. Até não muitos anos atrás, a perversão era catalogada em função de determinados comportamentos sexuais. Como aponta Joyce McDougall, hoje reservamos a noção de perversão para os estupradores, seja de crianças ou adultos. O resto dos comportamentos sexuais humanos, na medida em que ocorram entre adultos e com seu consentimento, faz parte da expressão da sexualidade humana, sem implicações patológicas. Proponho não considerar a sexualidade algo imanente, mas vê-la como uma variável do ser humano que não é apocal[1], e sim tributária de cada momento social. Assim como a jurisprudência sempre mantém um descompasso em relação aos costumes, a psicanálise parece temerosa de abordar a sexualidade humana de uma perspectiva atual, aferrando-se à teoria consagrada como se a teoria e as subjetividades pudessem ser imutáveis.
[1] É um neologismo aceito em espanhol. "Epocal" significa que não pode ser definido a não ser em relação à época. "A-pocal" seria uma falácia se a época não fosse levada em consideração.
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Referências
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