Deviant listening:

a possible psychoanalysis

Authors

Keywords:

Gender Binarism, Gender Norms, Sexuality, Psychoanalysis

Abstract

This work discusses psychoanalytic knowledge in listening to gender-dissident bodies, from a praxis that deviates from the binary male/female regime. It argues for the importance of psychoanalysis keeping pace with the transformations of its time, considering new ways of living and expressing sexualities and genders that escape binaries. The aim is to rethink the psychoanalytic field in light of contemporary changes, analyzing clinical possibilities that move away from normativities, especially in listening to gender-dissident bodies. This leads to the understanding of the need to revisit certain structuring concepts of Freudian theory, such as sexual difference, representations of masculinity and femininity, as well as phallic centrality. To this end, a theoretical-exploratory bibliographic review method was adopted. The theoretical path revealed that there is no single way to constitute subjectivities, desires, and sexualities. Furthermore, it discussed a wide range of possibilities for psychoanalytic practices that distance themselves from traditional conceptions, favoring a theoretical-clinical stance capable of questioning binary norms and embracing the diversity of human experiences.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Lorena Lopes de Freitas Dias, UFMT / MESTRANDA

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Pós-graduada em Psicanálise Clínica e Teoria Psicanalítica (FAAL). Psicóloga graduada pela Universidade Federal de Rondonópolis (UFR).

Evandro de Quadros Cherer

Psicanalista. Doutor em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília (UnB). Professor do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Professor do Curso de Psicologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

References

Beer, P. & Ambra, P. (2021). Perguntas que importam: o gênero e as fronteiras teóricas da psicanálise. Recherches en psychanalyse, 32(2), 105-125.

Birman, J. (2017). Gramáticas do erotismo. Rio de Janeiro: Civilização brasileira.

Butler, J. (2003). Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização brasileira.

Butler, J. (2019). Atos performáticos e a formação dos gêneros: um ensaio sobre fenomenologia e teoria feminista. In Pensamento feminista: conceitos fundamentais (pp. 213-230). Rio de Janeiro: Bazar do Tempo.

Caffé, M. (2022). Psicanálise e violência social de gênero. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, 25, 578-596.

Fiorini, L. G. (2013). A sexualidade em cena. Calibán: Revista Latinoamericana de Psicoanálisis, 16(1), pp. 104-106.

Fiorini, L. G. (2014). Repensando o complexo de Édipo. Revista Brasileira de Psicanálise, 48(4), 47-55.

Fiorini, L. G. (2017). Subjetividades em transição, parentalidades contemporâneas: diversidade e diferença. Revista Brasileira de Psicanálise, 51(2), 91-102.

Fiorini, L. G. (2018). Diferencia (s): nuevas construcciones. SIG revista de psicanálise, 7(2), 87-96.

Freud, S. (2011). Algumas consequências psíquicas da diferença anatômica entre os sexos. In O Eu e o Isso, “Autobiografia” e outros textos, (Vol. XVI, pp. 256-271). Tradução Paulo César Souza. São Paulo: Companhia das Letras (Trabalho original publicado em 1925)

Freud, S. (2010a). Sobre a sexualidade feminina. In O mal-estar na civilização, novas conferências introdutórias à Psicanálise e outros textos, (Vol. XVIII, pp. 202-222). Tradução Paulo César Souza. São Paulo: Companhia das Letras (Trabalho original publicado em 1931)

Freud, S. (2010b). Feminilidade. In Novas conferências introdutórias à psicanálise. Tradução Paulo César Souza. São Paulo: Companhia das Letras (Trabalho original publicado em 1933)

Lacan, J. (1953). Função e campo da fala e da linguagem. In Escritos (pp. 238-324). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

Lacan, J. (1966). A ciência e a verdade. In Escritos (pp. 869-892). Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 1998.

Laqueur, T. (2001). Inventando o sexo. Rio de Janeiro: Relume Dumará.

Moscona, S. L. (2016). Lecturas actulaes del complejo de Edipo. Trabalho apresentado no XXXVIII Simposio Anual da Asociación Psicoanalítica de Buenos Aires, Argentina.

Muszkat, S. (2014). As neossexualidades e a discussão do modelo binário. Revista Brasileira de Psicanálise, 48(4), 106-112.

Pombo, M. (2018). Diferença sexual, psicanálise e contemporaneidade: novos dispositivos e apostas teóricas. Revista Latinoamericana de psicopatologia fundamental, 21, 545-567.

Preciado, P. B. (2018). Testo junkie: sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica. São Paulo: N-1 Edições.

Preciado, P. B. (2022). Eu sou o monstro que vos fala: informe para uma academia de psicanalistas. Rio de Janeiro: Zahar.

Rodulfo, R. (2001). Para una desconstrucción del (complejo de) Edipo y su emplazamiento en el psicoanálisis tradicional. Natureza Humana-Revista Internacional de Filosofia e Psicanálise, 3(2), 215-231.

Rotenberg, E. (2018). A complexidade na psicossexualidade e na identidade. Revista de Psicanálise da SPPA, 25(3), 523-556.

Wittig, M. (2019). Não se nasce mulher. In H. B. Hollanda, Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo.

Published

2026-06-26

How to Cite

Lopes de Freitas Dias, L., & de Quadros Cherer, E. (2026). Deviant listening: : a possible psychoanalysis. SPPA Journal of Psychoanalysis, 33(2). Retrieved from https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/article/view/1440