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Tradução, interpretação e poesia. Faces do mesmo?

Junia de Vilhena, Joana de Vilhena Novaes, Carlos Mendes Rosa

Resumo


A tradução, como a interpretação psicanalítica, é sempre incompleta,defeituosa, imperfeita, assim como o próprio sujeito. Os poetas permitemao leitor brincar com as palavras, sílabas ou frases, desfrutando do textoao seu bel-prazer. Tradutores se beneficiam com a polissemia do texto, afim de recriar a sua própria versão do original. O analista, ao interpretar,condensa a polissemia do discurso do sujeito em análise. Todas as versõessão sempre inesperadas para os três. Tentamos retomar aqui a poesiados textos originais de Freud, solapada por algumas traduções.Investigamos também a estreita relação entre o poeta e o psicanalista,apontada por Lacan, bem como alguns parâmetros clínicos importantesque poderiam ser incluídos na pesquisa da interpretação psicanalítica etambém na produção da poesia. Poesia, que é um efeito de sentido, étambém um não-sentido. Portanto, não se situa no terreno da significaçãoracional, mas sim nos limites do impossível. Paradoxalmente, abre infinitaspossibilidades ao sujeito.

Palavras-chave


tradução, interpretação, psicanálise, sujeito.

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DOI: https://doi.org/10.5281/sppa%20revista.v21i3.119

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