O traumático na adolescência: rupturas e construções

Autores

  • Magali Fischer Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre

Palavras-chave:

Adolescência, Trauma, Psicanálise, Subjetividade, Vulnerabilidade, Simbolização

Resumo

O trabalho discute a adolescência sob a ótica do traumático, compreendido não apenas como eventos extremos, mas também como silêncios, ausências e falhas de simbolização. A partir de três narrativas — um menino tomado pelo descontrole corporal, um grupo de jovens em situação de violência social e a adolescência na era digital —, articula-se a experiência subjetiva do adolescer com a teoria psicanalítica. Mostra-se como as transformações corporais, a irrupção da sexualidade e as exigências do meio podem fragilizar a coesão psíquica e reativar experiências arcaicas, abrindo espaço para o traumático. Ao mesmo tempo, ressalta-se o potencial criativo da adolescência e a importância da presença do outro — pais, comunidade, analistas — como continentes capazes de oferecer escuta, simbolização e reintegração. O texto propõe que o traumático na adolescência, inevitável em certa medida, pode ser transformado em possibilidade de desenvolvimento quando encontra um espaço de reconhecimento e vínculo.

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Biografia do Autor

Magali Fischer, Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre

Psicóloga. Membro Associado da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA)/International Psychoanalytical Association (IPA).

Referências

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Publicado

17-10-2025

Como Citar

Fischer, M. (2025). O traumático na adolescência: rupturas e construções. Revista De Psicanálise Da SPPA, 32(3). Recuperado de https://revista.sppa.org.br/RPdaSPPA/article/view/1428

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