Acesso Livre Acesso Livre  Acesso restrito Acesso Restrito

Símbolo e/ou representação: um mapeamento metapsicológico

Ruggero Levy, Carmem Emilia Keidann, Jussara Schestatsky Dal Zot, Maria Clélia de Barros Menegat, Marli Donadussi Neuhaus, Miriam F. Barros de Santis, Patrícia Fabrício Lago

Resumo


Os autores discutem os conceitos de representação e simbolização inseridos em seus contextos metapsicológicos. Assim, exploram os modelos psicanalíticos freudiano, kleiniano e bioniano, respectivamente, buscando compreender a origem lógica desses conceitos, contrastá-los, ver seus desenvolvimentos e discutir as implicações teóricas, clínicas e técnicas. No âmbito freudiano, apoiam-se em Freud, Garcia-Roza, Laplanche e Pontalis, Green e Botella e Botella; no campo kleiniano utilizam Klein, Jones, Ferenczi, Susan Isaacs; e, finalmente, na esfera bioniana, Meltzer, Bion, Ogden e Ferro. Por fim, descrevem algumas de suas repercussões na clínica e técnica psicanalíticas.

 

Symbol and/or representation: a metapsychological mapping

The authors discuss the concepts of representation and symbolization inserted in their metapsychological contexts. This way, they explore the freudian, kleinian and bionion psychoanalytic model respectively, searching to understand the logic origin of these concepts, as well as contrast them, observe their development and discuss the clinical, theoretical and technical implication. In the freudian scope, the authors rely on Freud, Garcia-Roza, Laplanche e Pontalis, Green and Botella & Botella; in the kleinian field, they make use of Klein, Jones, Ferenczi, Susan Isaacs; and finally, in the bionion perspective, Meltzer, Bion, Ogden and Ferro. Lastly, it is described some of their repercussion in the psychoanalytic clinic and technique.

Keywords: drive, representation, representation of thing, representation of word, intrapsychic, symbol, symbolization, object relation, intersubjective.


Palavras-chave


pulsão; representação; representação de coisa; representação de palavra; intrapsíquico; símbolo; simbolização; relação de objeto; intersubjetivo

Texto completo:

PDF

Referências


Alvarez, A. (1994). Abuso sexual de crianças: a necessidade de lembrar e a necessidade de esquecer. In _____. Companhia viva (pp. 161-72). Porto Alegre: Artes Médicas.

Alvarez, A. (2012). Níveis de trabalho analítico e níveis de patologia: o trabalho de calibragem. In International Journal of Psycho-Analysis. Livro Anual de Psicanálise (Tomo 26, pp. 173-90). São Paulo: Escuta

Baranger, M., Baranger, W. & Mom, J. (1983). Process and non-process in analytic work. International Journal of Psychoanalysis, 64 (1), 1-15.

Barros, E. M. R. & Barros, E. L. R. (2012). Reflexões críticas sobre os processos intersubjetivos: contratransferência, rêverie e o processo de simbolização. Revista Brasileira de Psicanálise, 46 (1), 135-49.

Bion, W. R. (1962a). Uma teoria sobre o processo do pensar. In _____. Estudos psicanalíticos revisados (pp. 101-9). Rio de Janeiro: Imago, 1988.

_____. (1962b). Aprendiendo de la experiencia. México: Paidós, 1991.

_____ (1963). Elementos de psicoanálisis. Buenos Aires: Ediciones Hormé, 1988.

Botella, C. & Botella, S. (2002). Irrepresentável: mais além da representação. Porto Alegre: Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul: Criação Humana.

Cassirer, E. (1944). Ensaio sobre o homem: introdução a uma filosofia da cultura humana. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

Castoriadis-Aulagnier, P. (2004). La violencia de la interpretación: del pictograma al enunciado. Buenos Aires: Amorrortu.

Ferenczi, S.(1913). O desenvolvimento do sentido de realidade e seus estágios. In _____. Psicanálise II (Coleção Obras Completas, pp. 39-53). São Paulo: Martins Fontes, 1992.

Ferro, A. (1995). A técnica na psicanálise infantil: a criança e o analista: da relação ao campo emocional. Rio de Janeiro: Imago, 1997.

_____. (1998). Na sala de análise: emoções, relatos, transformações. Rio de Janeiro, Imago.

_____. (2011). Evitar as emoções, viver as emoções. Porto Alegre: Artmed.

Freud, S. (1895). Projeto para uma psicologia científica. In _____. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standart brasileira (Vol. 1, pp. 381-511). Rio de Janeiro: Imago, 1972.

_____ (1900). A interpretação dos sonhos. In _____. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standart brasileira (Vol. 4, pp. 131-43). Rio de Janeiro: Imago, 1972.

_____ (1905). Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. In _____. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standart brasileira (Vol. 7, pp. 129-238). Rio de Janeiro: Imago, 1972.

_____ (1911). Formulações sobre os dois princípios do funcionamento mental. In _____. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standart brasileira (Vol. 12, pp. 277-90). Rio de Janeiro: Imago, 1972.

____(1915a).Os instintos e suas vicissitudes. In _____. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standart brasileira (Vol. 14, pp. 129-62). Rio de Janeiro: Imago, 1972.

_____ (1915b). Repressão. In _____. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standart brasileira (Vol. 14, pp. 169-90). Rio de Janeiro: Imago, 1972.

_____ (1915c). O inconsciente. In _____. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standart brasileira (Vol. 14, pp. 191-252). Rio de Janeiro: Imago, 1972.

_____ (1923). O ego e o id. In _____. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: edição standart brasileira (Vol. 19, pp. 23-80). Rio de Janeiro: Imago, 1972.

Garcia-Roza, L. A. (1991). Impressão, traço e texto. In _____. Introdução à metapsicologia freudiana (Vol. 2, pp. 44-67). Rio de Janeiro: Zahar, 1995.

_____. (1995). A teoria da representação e o Vorstellungsrepräsentanz. In _____. Introdução à metapsicologia freudiana (Vol. 3, pp. 242-87). Rio de Janeiro: Zahar.

Green, A. (1972). O analista, a simbolização e a ausência no contexto analítico. In Sobre a loucura pessoal (pp. 36-65). Rio de Janeiro: Imago, 1988.

_____ (1990). Teoria das representações (coisas e palavras). In Conferências brasileiras de psicanálise de André Green: metapsicologia dos limites (pp. 33-62). Rio de Janeiro: Imago.

_____ (2002 a). A análise do material e seus componentes. In _____. Orientações para uma psicanálise contemporânea: desconhecimento e reconhecimento do inconsciente (pp. 157-98). Rio de Janeiro: Imago, 2008.

_____ (2002 b). Introducción al pensamiento clínico. In _____. El pensamiento clínico (pp. 11-33). Buenos Aires: Amorrortu, 2010.

Isaacs, S. (1943). A Natureza e a Função da Fantasia. In M. Klein, & J. Riviere. Os Progressos da psicanálise (pp. 79-127). Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

Jones, E. (1916). La théorie du symbolisme. In _____. Traité théorique et pratique de psychanalyse (pp. 82-138). Paris: Payot, 1925.

Klein, M. (1930). A importância da formação de símbolos no desenvolvimento do ego. In _____. Contribuições à Psicanálise (pp. 295-313). São Paulo: Mestre Jou, 1981.

_____ (1932). Primeiros estádios do conflito edípico e a formação do superego. In _____. Psicanálise da criança (2a ed., pp. 173-202). São Paulo: Mestre Jou, 1975.

Kristeva, J. (1993). As novas doenças da alma. Rio de Janeiro: Rocco, 2002.

Langer, S. K. (1941). Filosofia em nova chave (2a ed.). São Paulo: Perspectiva, 1989.

Laplanche, J. & Pontalis, J. B. (1967). Vocabulário da psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

Levine, H. B. (2012). Criando analistas, criando pacientes de análise. In International Journal of Psycho-Analysis. Livro Anual de Psicanálise (Tomo 26, pp. 207-24). São Paulo: Escuta.

Levy, R. (2001). Do símbolo à simbolização: uma revisão da evolução teórica e suas repercussões sobre a técnica psicanalítica. Monografia, Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil.

_____ (2011). Inconsciente ou inconscientes? Revista Brasileira de Psicanálise, 45 (2), 73-84.

_____ (2012a). Dando “pensabilidade” ao impensável: criando “andaimes” ao pensar em adolescentes com transtornos severos. Revista Brasileira de Psicanálise, 46 (3), 78-89.

_____ (2012b). From symbolizing to non-symbolizing within the scope of a link: from dreams to shouts of terror caused by an absent presence. International Journal of Psychoanalysis, 93 (4), 837-62.

Machado, R. N. (1999). O projeto de Freud diante de uma lente contemporânea. Revista de Psicanálise da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre, 6 (1), 53-74.

Meltzer, D. (1984). La ampliación de la metapsicología de Freud realizada por Klein y Bion. In _____. Vida Onírica: una revisión de la teoría y de la técnica psicoanalítica (pp. 39-51). Madrid: Tecnipublicaciones, 1987.

_____ (1988). A apreensão do belo: o papel do conflito estético no desenvolvimento, na violência e na arte. Rio de Janeiro: Imago, 1995.

_____ (1992). The Claustrum: an investigation of claustrophobic phenomena. Strathclay, Perthshire: The Clunie Press for the Roland Harris Trust Library.

Ogden, T. H. (1996). Os sujeitos da psicanálise. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.

_____ (2005). Esta arte da psicanálise: sonhando sonhos não sonhados e gritos interrompidos. Porto Alegre: Artmed, 2010.

_____ (2012). Reading Susan Isaacs: toward a radically revised theory of thinking. In _____. Creative readings: essays on seminal analytic works (pp. 34-54). London: Routledge.

Pereda, M. C. (1998). Investigação em metapsicologia: simbolização em psicanálise. Revista de Psicanálise da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre, 5 (1), 69-80.

Richard, F. (2001). Le processus de subjectivation à l’adolescence. Paris: Dunod.

Taffarel, M. (1997). A subjetividade básica na psicanálise e na ‘filosofia das formas simbólicas’. Revista Brasileira de Psicanálise, 31 (2), 363-80.

Valls, J. L. (1995). Diccionario freudiano. Buenos Aires: Julian Yebenes.

Winnicot, D. W. (1951). Objetos transicionais e fenômenos transicionais. In _____. O brincar e a realidade (pp. 13-44). Rio de Janeiro: Imago, 1975.

_____ (1967) O papel de espelho da mãe e da família no desenvolvimento infantil. In _____. O brincar e a realidade (pp. 153-62). Rio de Janeiro: Imago, 1975.

_____ (1969) O uso de um objeto e relacionamento através de identificações. In _____. O brincar e a realidade (pp. 121-31). Rio de Janeiro: Imago, 1975.




DOI: https://doi.org/10.5281/sppa%20revista.v20i3.99

Direitos autorais

Revista de Psicanálise da SPPA | Publicada desde 1993 (1988-93 com o nome de Arquivos de Psicanálise da SPPA)

Publicação Quadrimestral | ISSN 1413-4438 (versão impressa) | ISSNe 2674-919X (versão eletrônica) | Qualis: B2 Psicologia
 
INDEXADORAS:
LILACS | Biblioteca Virtual da Saúde (OPAS - BIREME)
CLASE | Citas Latinoamericanas en Ciencias Sociales y Humanidades (Universidad Nacional Autónoma de México - UNAM)
Scholar | Google Acadêmico

Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre

Rua General Andrade Neves, 14/402 | 90010-210 | Porto Alegre, RS, Brasil | Fone +55 (51) 3224-3340 | WhatsApp (51) 9 8487-0158 | E-mail: revista@sppa.org.br