Acesso Livre Acesso Livre  Acesso restrito Acesso Restrito

Dualidade pulsional, trabalho do negativo e destrutividade. Premissas para uma reflexão sobre o assassinato fundador

Bernard Chervet

Resumo


O autor propõe uma reflexão sobre a destrutividade em relação à dualidade pulsional e ao imperativo de inscrição, sob a tutela do qual a psique realiza suas diversas modalidades de trabalho tanto diurno quanto noturno. Esta reflexão se apoia nas contribuições de André Green, principalmente no trabalho do negativo, confrontadas com as proposições de Freud que situam uma negatividade no cerne da pulsionalidade, pela tendência ao retorno a um estado anterior até alcançar o inorgânico, que é próprio de toda pulsão. A destrutividade manifesta-se cada vez que o trabalho psíquico encontra dificuldade em sua realização. Pode-se deduzir que a operação específica de qualquer trabalho psíquico é uma operação de assassinato, fundadora, no melhor dos casos, da vida psíquica e da cultura, mas que pode também contribuir para todos os destinos funestos e mortíferos constitutivos da psicopatologia.


Palavras-chave


dualidade pulsional; pulsão de morte; Eros; destrutividade; imperativo de inscrição; regressividade extintiva; supereu; assassinato; après-coup; trabalho do negativo

Texto completo:

PDF

Referências


Bichat, X. (1800). Recherches physiologistes sur la vie et la mort. Paris : Gauthier-Villars, 1955.

Bion, W. (1970). L’attention et l’interprétation. Paris : Payot, 1974.

Chervet, B. (2008). L’après-coup: la trace manquante et ses mises en abyme. In Bulletin de la

Société Psychanalytique de Paris, 90.

______. (2009). L’après coup: la tentative d’inscrire ce qui tend à disparaître. Revue Française de

Psychanalyse, 73(5) : 1361-1441.

______. (2011). Compulsion, répétition et réduction. In La compulsion de répétition, Monographies

et débats de psychanalyse. Paris : PUF, pp. 7-36.

______. (2012a). Pulsions de destruction ou de mort? Pulsion de destruction et pulsion de mort.

Revue Belge de Psychanalyse, 60.

______. (2012b). L’énigme d’un meurtre et de ses destins. In Bulletin de la Société Psychanalytique

de Paris, 103.

______. (2013). La résolution du complexe d’OEdipe et l’accès aux intimités, conflits et clivages

intra-surmoïques. Revue Française de Psychanalyse, 76(5):1633-1639.

Freud, S. (1895a). Esquisse pour une psychologie scientifique, La naissance de la psychanalyse,

lettres à W. Fliess, notes et plans 1887-1902. Paris : PUF, 1956.

______. (1893-1895b). Études sur l’hystérie et textes annexes. In Oeuvres complètes: psychanalyse,

(Vol. 2, pp. 9-332). Paris : PUF.

______. (1900). L’interprétation du revê. In Oeuvres complètes de Freud, 4, Paris : PUF.

______. (1914). Pour introduire le narcissisme. La vie sexuelle. In Oeuvres complètes:

psychanalyse, 12. Paris : PUF, 2005.

______. (1915). Pulsion et destin des pulsions. In Oeuvres complètes: psychanalyse, 13. Paris :

PUF, 1988.

______. (1920). Au-delà du principe de plaisir . In Oeuvres complètes: psychanalyse, 15. Paris :

PUF, 1996.

______. (1924). La disparition du complexe d’Oedipe. In Oeuvres complètes: psychanalyse, 17.

Paris : PUF, 1992.

______. (1926 [1925]). Inhibition, symptôme et angoisse. In Oeuvres complètes: psychanalyse,

Paris : PUF, 1992.

______. (1940 [1938]). Abrégé de psychanalyse. IN Oeuvres complètes: psychanalyse, (Vol. 20).

Paris : PUF, 2010.

Green, A. (1977). L’hallucination négative. In Evolution Psychiatrique, 42(3).

______. (1985). Le travail du négatif. In Revue française de psychanalyse, 50(1).

______. (1993). Le travail du négatif. Paris : De Minuit.

______. (2007). Pourquoi les pulsions de destruction ou de mort? Paris : Panama, « Cyclo ».

______. (2010). Illusions et désillusions du travail psychanalytique. Paris : Odile Jacob, 288 p.

Hegel, G. W. F. (1807) La phénoménologie de l’esprit, Vrin, 2006

______. (1812-1816). La Science de la logique. In Encyclopédie des sciences philosophiques, t.1,

Paris : Vrin, 1970.

______. (1817). Encyclopédie des sciences philosophiques. Paris : Vrin, 1970 .

Keats, J. (1817). Lettre à George et Thomas Keats. In The letters of John Keats. Cambridge, MA :

Harvard University, p. 193.

Lacan, J. (1966). Ecrits. Paris : Du Seuil, 912 p.

Pasche, F. (1991). Les fantasmes de l’Instinct. Revue française de psychanalyse, 55(5) : 1069-1078.




DOI: https://doi.org/10.5281/sppa%20revista.v20i1.77

Direitos autorais

Revista de Psicanálise da SPPA | Publicada desde 1993 (1988-93 com o nome de Arquivos de Psicanálise da SPPA)

Publicação Quadrimestral | ISSN 1413-4438 (versão impressa) | ISSNe 2674-919X (versão eletrônica) | Qualis: B2 Psicologia
 
INDEXADORAS:
LILACS | Biblioteca Virtual da Saúde (OPAS - BIREME)
CLASE | Citas Latinoamericanas en Ciencias Sociales y Humanidades (Universidad Nacional Autónoma de México - UNAM)
Scholar | Google Acadêmico

Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre

Rua General Andrade Neves, 14/402 | 90010-210 | Porto Alegre, RS, Brasil | Fone +55 (51) 3224-3340 | WhatsApp (51) 9 8487-0158 | E-mail: revista@sppa.org.br