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Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise: Freud 1912/ freud 2012

Viviane Sprinz Mondrzak

Resumo


O termo “freud” com letra minúscula no título deste pequeno artigo não é
um erro de grafia. Uso freud em minúscula para tentar definir um substantivo comum, uma construção que todo analista faz na composição de sua identidade e o adjetiva a seu modo, partindo da leitura de Freud e acrescentando as contribuições que se seguiram e as histórias pessoais e psicanalíticas de cada um. É a partir desta perspectiva que lemos Freud. Nunca podemos fazer uma leitura isenta das elaborações posteriores, porque elas estão inevitavelmente presentes na nossa mente e influenciam a forma como compreendemos os textos freudianos, assim como os textos de Freud determinam um ponto de partida para qualquer texto psicanalítico escrito depois dele. Sabemos, ainda, o quanto nossa visão dos escritos freudianos vai mudando ao longo da vida psicanalítica de cada um. Assim, procuro seguir o texto de 1912, imaginando o que o meu freud escreveria, manteria ou alteraria em 2012, fazendo uma seleção dos pontos que me parecem mais relevantes, na impossibilidade de discutir todas as nuances presentes nele, implícita ou explicitamente. A lucidez das recomendações feitas e do objetivo que elas buscam ainda  é surpreendente, mas penso que confrontá-las é um exercício útil, que organiza nossa visão destes mais de cem anos de psicanálise. É importante destacar que o próprio Freud mudou muitas vezes seus pontos de vista, e muito do tom algo ingênuo que vamos discutir em algumas passagens não é mais encontrado em escritos posteriores (AU)


Palavras-chave


Transferência; Contratransferência; Recomendações

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.5281/sppa%20revista.v19i1.600

Direitos autorais 2012 Viviane Sprinz Mondrzak

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