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As duas vias do desamparo: uma contribuição clínica

Maria Olympia Ferreira França

Resumo


A autora faz reflexões a partir de fragmentos clínicos que apontam para o desamparo humano, seja em sua condição básica unida à angústia originária (Urangst) referida por Freud, seja em situações posteriores de experiências circunstanciais de desamparo nas quais de alguma maneira já estão presentes sinais de angústia. Faz menção à característica de viver fora de si como algo proveniente de uma maternagem insuficiente à instalação do conflito psíquico. Levando em conta a dupla via transferencial, discorre sobre as dificuldades de abordagem com esses pacientes, exemplificando-as clinicamente. Faz referência aos sinais inconscientes de ansiedade que transparecem em suas falas, mesmo quando impedidos de se aproximarem de suas angústias primitivas. Sugere que estes sinais serão os pontos de partida para o conhecimento da experiência emocional presente na situação analítica. Procura mostrar que a condução exitosa dessas análises se alicerça na condição de paciência do analista, assim como em sua capacidade de percepção do timming adequado a suas comunicações. Indaga-se sobre as defesas usadas por eles, dissociação, negação, indiferença afetiva, como recursos conseguidos, ainda que muito precários, para a manutenção de uma organização psiconeurótica e que, como tais, devem ser cuidadosamente abordados (AU)


Palavras-chave


Condição e situação de desamparo; Angústia originária; O viver fora de si; Timming da comunicação

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.5281/sppa%20revista.v19i2.559

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