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O psicanalista e o desamparo

Ivan Sérgio Cunha Fetter

Resumo


O autor tem como objetivo fazer uma reflexão sobre o sentimento de desamparo que ocorre no psicanalista no exercício de sua prática. Apesar da importância do sentimento de desamparo já estar presente em toda a história da psicanálise, as mudanças de paradigma e a cultura atual podem acentuá-lo, caso o psicanalista não desenvolva uma adequada identidade analítica centralizada em cinco qualidades principais: capacidade de estar só, capacidade de tolerar o não saber, capacidade de sonhar, capacidade de usar os modelos psicanalíticos e capacidade de praticar a autoanálise (AU)


Palavras-chave


Desamparo; Identidade; Formação analítica; Autoanálise

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DOI: https://doi.org/10.5281/sppa%20revista.v19i2.556

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