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Método Esther Bick: Observação dos fenômenos transicionais, durante o primeiro ano de vida

Walter José Martins Migliorini

Resumo


O conceito de objeto transicional inaugurou, na psicanálise, a investigação do uso simbólico de objetos pelo bebê em suas primeiras experiências de separação. Outras facetas do papel da materialidade e de sua importância no desenvolvimento emocional e na clínica são exploradas em conceitos como objeto precursor, objeto autístico, objeto reconfortante, objeto acessório, objeto tutor, objeto testemunho e objeto de mediação. O objetivo do presente artigo é apresentar uma visão geral desses estudos e mostrar dados sobre a observação de um bebê prematuro pelo Método Esther Bick. A constituição, perda ou recuperação da experiência de transicionalidade – sob a perspectiva do desenvolvimento do uso dos objetos inanimados – indicam um papel marcadamente ativo do bebê na experiência de sustentar o jogo com sua mãe e, na ausência desta, em interagir com objetos tutores (AU)


Palavras-chave


Esther Bick; Objeto transicional; Observação psicanalítica; Símbolo

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DOI: https://doi.org/10.5281/sppa%20revista.v27i2.460

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