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Ação terapêutica da Psicanálise vista desde o Paradigma da Complexidade

Luiz Ernesto Cabral Pellanda

Resumo


Este texto retoma a questão da natureza terapêutica da psicanálise para levar em conta o novo Paradigma da Complexidade, que traz consigo a questão seminal da auto-organização dos seres vivos. Nos anos 40/50 do século XX, ocorre mudança radical na ciência com o aparecimento da cibernética, que leva a uma profunda reconfiguração ao abordar a realidade com ideias de sistema, auto-organização, indeterminação e de não linearidade. Desses fatos podemos reconhecer o surgimento de uma nova epistemologia, uma epistemologia complexa na medida em que não nos aproximamos da realidade de uma maneira reducionista, septada, mas de forma tal que todas as dimensões da realidade sejam vistas como configurando um sistema ser vivo - ambiente. Então, o que mudou em psicanálise com a mudança de paradigma? Pensar por um novo vértice não modifica aquilo que é observado, mas seu entendimento. Psicanálise continua a ser Psicanálise e continua dependendo dessa relação bipessoal que ocorre no setting. Como são trazidos argumentos pouco abordados em nosso meio, o A. estende-se na descrição dos trabalhos que evidenciam novas abordagens de realidade e dos novos termos para descrevê-las que foram incorporados recentemente no vocabulário científico (AU)


Palavras-chave


Psicanálise; Complexidade; Autopoiese; Acoplamento estrutural; Ontoepistemogênese

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DOI: https://doi.org/10.5281/sppa%20revista.v26i3.397



Revista de Psicanálise da SPPA

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ISSNe 2674-919X (versão eletrônica)
Qualis: B2 Psicologia
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