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Poltrona elática? Divã transicional? Reflexões sobre a minha poltrona giratória

Ana Lúcia Monteiro Oliveira

Resumo


Unindo sua experiência clínica nas áreas da anestesiologia e da psicanálise, e ilustrando o artigo com vinhetas, a autora relata, reflete e propõe fundamentos teóricos para o uso de sua poltrona reclinável e giratória, a qual foi se revelando, no atendimento de determinados tipos de situações clínicas, uma útil e rica proposta técnica em potencial. Cogita que, por sua mobilidade, a poltrona giratória possa se relacionar com a função transicional de unir e separar, usando a experiência da ilusão na análise de aspectos regressivos da personalidade quando se acessam núcleos ainda psiquicamente prematuros. Ampara-se em Ferenczi, Green, Roussillon, Ogden, Gabbard, Ferro, entre outros, com ênfase nos fenômenos transicionais de Winnicott, para embasar suas ideias sobre a ferramenta, que viria a ser e não ser poltrona e ser e não ser divã. Ao final, a autora reflete se a poltrona giratória poderia ser pensada como um divã transicional (AU)


Palavras-chave


Psicanálise; Técnica psicanalítica; Winnicott; Transicional; Contratransferência; Casos regressivos

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DOI: https://doi.org/10.5281/sppa%20revista.v27i2.394

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