Acesso Livre Acesso Livre  Acesso restrito Acesso Restrito

A teoria das transformações e a postura do terapeuta: algumas considerações sobre mente primordial e fenômenos não integrados

Rafael Cavalheiro

Resumo


O presente trabalho faz um apanhado da teoria das transformações proposta por W. Bion e dos desenvolvimentos de C. Korbivcher. O autor questiona a possibilidade de expansão das transformações autísticas para pacientes não neuróticos e traz duas situações clínicas que podem contribuir para a discussão. Recorre ao conceito de não integração e transformações não integradas (Korbivcher, 2013) para refletir sobre o fenômeno da contenção física. Entende que cada grupo de transformação (em alucinose, autística, não integrada) exige uma postura terapêutica diferente. Por fim, conjectura outro possível fator da função alfa: a delicadeza de emissão, uma ferramenta importante diante de situações de extrema turbulência emocional.

Palavras-chave: teoria das transformações, transformações autísticas, transformações não integradas, delicadeza de emissão.

 

Abstract

The theory of transformations and the therapist's stance: some considerations on primordial mind and non-integrated phenomena

This paper provides an overview of the theory of transformations proposed by W. Bion and C. Korbivcher’s developments. The author questions the possibility of expansion of autistic transformations on non-neurotic patients and brings two medical conditions that can contribute to the discussion. He uses the concept of non-integration and non-integrated transformations (Korbivcher, 2013) to reflect on the phenomenon of physical restraint. He understands that each group of transformation (hallucinosis, autistic, non-integrated) requires a different therapeutic approach. Finally, he supposes another possible factor of the alpha function: the tenderness in the issue, an important tool in situations of extreme emotional turmoil.

Keywords: The theory of transformations, autistic transformations, non-integrated transformations.

 

Resumen

La teoría de las transformaciones y la postura del terapeuta: algunas consideraciones sobre la mente primordial y fenómenos agrupados

Este documento ofrece una visión general de la teoría de las transformaciones propuestas por W. Bion y los desarrollos de C. Korbivcher. El autor cuestiona la posibilidad de expansión de las transformaciones autistas para pacientes no neuróticos y trae dos situaciones clínicas que pueden contribuir a la discusión. Utiliza el concepto de no-integración y transformaciones no integradas (Korbivcher, 2013) para reflexionar sobre el fenómeno de restricción física. Entiende que cada grupo de transformación (en alucinosis, autista, no integrada) requiere un enfoque terapéutico diferente. Por último, supone otro posible factor de la función alfa: la delicadeza de la cuestión, una herramienta importante en situaciones de agitación emocional extrema.

Palabras clave: la teoría de las transformaciones, transformaciones autistas, transformaciones no integradas, delicadeza de la cuestión.

 

 


Palavras-chave


teoria das transformações, transformações autísticas, transformações não integradas, delicadeza de emissão.

Texto completo:

PDF

Referências


Almeida, M. M. (2008). O investimento desejante do analista frente a movimentos de afastamento e aproximação no trabalho com os transtornos autísticos: impasses e nuances. Revista Latinoamericana de Psicanálise, 8: 169-185.

Bick, E. (1968). A experiência da pele em relações de objeto arcaicas. In E. Spillius, Melanie Klein Hoje (Vol. 1, pp. 194-198). Rio de Janeiro: Imago, 1991.

Bick, E. (1986). Further considerations on the function of the skin in early object relations: findings from infant observation integrated into child and adult analysis. British Journal of Psychotherapy, 2 (4): 292-299.

Bion, W. R. (1965). Transformações: do aprendizado ao crescimento. Rio de Janeiro: Imago, 2004.

Bion, W. R. (1970). Atención e interpretación. Buenos Aires: Paidós, 1974.

Bion, W. R. (1976). Evidência. Revista de Psicanálise da SPPA, 7 (2): 269-278, 2000.

Bion, W. R. (1977). Cesura. Revista Brasileira de Psicanálise, 15 (2): 123-136, 1981.

Bion, W. R. (1992). Cogitations. Francesca Bion (Ed.) London: Karnac.

Boechat, L. (1994). Fora um dinossauro, o que tu queres ser quando crescer? Recomendações a um jovem psicoterapeuta. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, 16 (2): 122-128.

Cartocci, L. & Franco, M. (1996). Winnicott: contribuições de uma clínica para a atualidade. Revista Percurso, 17 (2): 7-11.

Couto, M. (2009). Antes de nascer o mundo. São Paulo: Companhia das Letras.

Ferro, A. (2000). On evidence. Revista de Psicanálise da SPPA, 7 (2): 281-284.

Frochtengarten, J. (2012). Por que transformações? Bergasse 19, 3(1), 67-78.

Galimberti, F. (2006). Wilfred R. Bion. Buenos Aires: Nueva Visión.

Green, A. (2005). O intrapsíquico e o intersubjetivo: pulsões e/ou relação de objeto. Revista de Psicanálise da SPPA, 12 (1): 51-83.

Grinberg, L,. Sor, D., & Bianchedi, E. (1973). Introdução às ideias de Bion (T. O. Brito, Trad.). São Paulo: Imago.

Klein, M. (1952). Some theoretical conclusions regardind the emotional life of the infant. In The Writings of Melanie Klein (Vol. 3, p. 61-93), New York: The Free Press, 1984.

Korbivcher, C. F. (2010). Transformações autísticas: o referencial de Bion e os fenômenos autísticos. Rio de Janeiro: Imago.

Korbivcher, C. F. (2011). Algumas contribuições atuais abordando a transferência em psicanálise de crianças: relação continente/contido e transformações em alucinose e transformações autísticas. Revista de Psicanálise da SPPA, 18 (2): 315-329.

Korbivcher, C. F. (2013). A teoria das transformações e os fenômenos não integrados: diluição e queda. Transformações não integradas: novas perspectivas. Revista Brasileira de Psicanálise, 47 (1): 111-125.

Meltzer, D. (1975). Exploration in autism. London: Karnac.

Silva, M. H. (1997). A contribuição de D. W. Winnicott para a clínica do autismo: a noção de angústia impensável. In Autismos. São Paulo: Escuta, 2012.

Ungar, V. (2005). Meltzer e a questão do desenvolvimento. Revista de Psicanálise da SPPA, 11 (3): 533-544.

Winnicott, D. W. (1960). Distorção do ego em termos de falso e verdadeiro self. In D. W. Winnicott (Org.), O ambiente e os processos de maturação (p. 128-139). Porto Alegre: Artes Médicas, 1983.




Revista de Psicanálise da SPPA

ISSN 1413-4438 (versão impressa)
ISSNe 2674-919X (versão eletrônica)
Qualis: B2 Psicologia
Publicação Quadrimestral
Publicada desde 1993 (1988-93 com o nome de Arquivos de Psicanálise da SPPA)
 
INDEXADORAS:
LILACS | Biblioteca Virtual da Saúde (OPAS - BIREME)
CLASE | Citas Latinoamericanas en Ciencias Sociales y Humanidades (Universidad Nacional Autónoma de México - UNAM)
Scholar | Google Acadêmico


Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre

Rua General Andrade Neves, 14/402 | 90010-210 | Porto Alegre, RS, Brasil | Fone +55 (51) 3224-3340 | WhatsApp (51) 9 8487-0158 | E-mail: revista@sppa.org.br