Histórico do periódico

Surgimento da Revista de Psicanálise da SPPA e a evolução da sua indexação

Ano de 1957 – os fundadores do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre, que precedeu a SPPA, foram Mario Martins, José Lemmertz, Celestino Prunes e Cyro Martins. Esses analistas tinham como estudantes Günther Würth, Ernesto La Porta, Roberto Pinto Ribeiro, José M. Santiago Wagner, José de Barros Falcão, Avelino Costa, Paulo Guedes, David Zimmermann, Manuel Antônio de Albuquerque, Luis Carlos Meneghini, Sergio Paulo Annes, Leão Henrique Knijnik, Fernando Guedes. Conforme ata de fundação do Centro de Estudos psicanalíticos de Porto Alegre, lavrada em 15/10/1957, houve ainda a participação de Zaira de Bittencourt Martin.

Ano de 1961 – após quatro anos, foi reconhecido o status de Grupo de Estudos junto a IPA no Congresso de Edimburgo, em agosto de 1961.

Ano de 1963 – dois anos após, em 1963, fomos reconhecidos como Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre pertencente a IPA no Congresso de Estocolmo. Foi nessa transformação de Grupo de Estudos em sociedade que alguns dos fundadores passaram a defender a ideia de criar a Revista de Psicanálise da SPPA.

Ano de 1965 – nossa Revista já tinha seu registro feito nos órgãos oficiais componentes, com seu ante-projeto e capa, prontos.

Ano de 1967 – criou-se a ABP e a Revista da SBPSP passou a ser órgão oficial de publicações científicas, tornando os planos da SPPA de criar a sua própria Revista, arquivados por duas décadas.

Ano 1988 – derivado do Boletim de Notícias da SPPA (criado em 1983), surge o número 1 dos Arquivos, editado pela então Comissão de Publicação, Luiz Carlos Mabilde, Fernando Linei Kunzler e Paulo Martins Machado, então presidente da SPPA, que assina o primeiro editorial. O número seguinte deveria ter sido publicado em 1989, mas em virtude da crise econômica do país com orçamentos instáveis, o lançamento acabou sendo postergado.

Ano 1990 – com editorial de Marlene Silveira Araújo, então presidente da SPPA, que integrava a Comissão de Publicação ao lado de Bernardo Brunstein e Carlos Gari Faria, foi publicado o número 2 dos Arquivos.

Ano 1991 – o número 3 dos Arquivos teve o editorial assinado mais uma vez por Paulo Martins Machado, que ficou responsável pela organização da edição, juntamente com a Comissão de Publicação, ainda formada pelos colegas Marlene Silveira Araujo, Bernardo Brunstein e Carlos Gari Faria.

Ano 1993 – a primeira edição do Volume I da Revista de Psicanálise da SPPA foi lançada no segundo mandato de Luiz Carlos Meneghini, como presidente da SPPA, sendo Mauro Gus o editor desta edição de estreia.

Ano 2000 – José Carlos Calich assume a editoria e publicou a partir do volume VII da Revista de Psicanálise da SPPA.

Ano 2002 – a Revista passou a ser indexada na base de dados Latindex – Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal.

Ano 2003 – Foi no ano da presidência de Gerson Isac Berlim, que o editor José Carlos Calich e conselho editorial, canalizaram seus esforços para que a Revista de Psicanálise atendesse aos critérios da Comissão de Avaliação da CAPES/ANPEPP, para obter o Qualis (classificação da qualidade do periódico científico). Foi então enviada a proposta ao CNPq para Programa de Apoio a Publicações Científicas referente ao edital Programa Editorial/Programa de Apoio a Publicações Científicas 2003.

Ano 2003 – o editor José Carlos Calich, firma acordo com Bireme e a Revista passou a ser indexada na base de dados latino-americana LILACS a partir do volume IV de 1997.

Ano 2004 – César Luís de Souza Brito assume a editoria e publica o volume XI da Revista de Psicanálise da SPPA. Nesse mesmo ano foi solicitado ao CNPq apoio financeiro para publicação de 1500 exemplares referentes a 3/2004 e 1/2005 e 2/2005, com tiragem de 500 exemplares cada. O editor César Brito, ainda firmou acordo com a APA e a Revista passou a ser indexada na base de dados PsycINFO e na Psychoanalytic Abstract, essa última apenas em formato impresso e vigorou até 2006. No período de 2004 ficaram estabelecidas e passaram a ser publicadas a Missão da Revista, a sua Linha Editorial, Fluxograma de Publicação e as Normas Gerais de Publicação de Trabalhos, ajustando a padronização às normas internacionais e às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Ano de 2006 – Anette Blaya Luz assume a editoria e publica o volume XIII da Revista de Psicanálise da SPPA.

Ano de 2007 – ainda sob a editoria de Anette Blaya Luz, a Revista passou a ser indexada pela CLASE (Citas Latinoamericanas en Ciencias Sociales y Humanidades) mantida pela Universidad Nacional Autónoma de México.

Ano de 2008 – Zelig Libermann assume a editoria e publica o volume XV da Revista de Psicanálise da SPPA.

Ano de 2010 – a indexação da Revista na base de dados da ReBAP (Rede Brasileira de Bibliotecas da Área de Psicologia), criada pelo CFP junto com o IPUSP e mantida pelo sistema de bibliotecas da USP, foi interrompida após desligamento da funcionária da SPPA responsável por alimentar o sistema. Atualmente, o contrato de adesão da SPPA como Centro Cooperante está suspenso e estamos realizando ações para atender aos critérios básicos para reingresso.

Ano de 2011 – Tula Bisol Brum assume a editoria e publica o volume XVIII da Revista de Psicanálise da SPPA.

Ano de 2012 – O centro cooperante de indexação FAMED/UFRGS, responsável pela indexação da Revista de Psicanálise na LILACS, encaminha um comunicado que BIREME/LILACS emitiu informando que foi publicado em 20 de abril de 2012, a Recomendação sobre Acesso Aberto e Conteúdo Online na LILACS. De acordo com este documento, a partir de janeiro de 2013 todos os periódicos brasileiros indexados na LILACS deverão disponibilizar em acesso aberto o conteúdo integral dos artigos publicados a partir desta data. Eles poderão estar disponíveis tanto em site mantido pelo próprio editor quanto no Repositório LILACS, desde que em acesso aberto. E editora Tula Bisol Brum, juntamente com os editores associados Catia Olivier Mello, Suzana Deppermann Fortes e Rosane Schermann Poziomczyk canalizaram seus esforços para adequar a Revista de Psicanálise aos critérios de indexação para permanência na LILACS.

Ano de 2013 – Início da editoração online no Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), para atender um dos critérios de indexação para permanência na LILACS.

Ano de 2014 – Tula Bisol Brum (Editora SPPA) e Rosane Poziomczyk (Editora Executiva SPPA), em nome de todo o conselho editorial, encaminham carta à BIREME, justificando o acesso restrito à Revista, por motivo de sigilo de material clínico de pacientes, para que os motivos sejam considerados pela BIREME mantendo-nos indexados na base LILACS.

Ano de 2015 – Lúcia Thaler assume a editoria e publica o volume XXII da Revista de Psicanálise da SPPA. Sueli Mitiko Yano Suga (supervisora da BIREME), encaminha o parecer final do Comitê de Avaliação de periódicos LILACS Brasil 2014, com o resultado da avaliação de permanência da Revista, onde não foram aceitas as nossas justificativas de sigilo de material clínico, pois manteve-se a condição de cumprimento do critério de acesso aberto para permanência da indexação na LILACS.

Ano de 2016 – Tula Bisol Brum (Diretora de Publicações SPPA) em contato com Luis Grieco, integrante do Comitê Coordenador da Biblioteca Virtual de Psicanálise da Latinoamericana (BiViPsi), recebe convite para a SPPA tornar-se uma das entidades cooperantes da base BiViPsi. A parceria da SPPA com a BiViPsi, como centro cooperante, foi oficialmente firmada em 30/03/2016.

Ano de 2018 – a biblioteca da Faculdade de Medicina da UFRGS (Famed) comunica que deixará de ser o Centro Cooperante da SPPA e que por isso, não poderá dar seguimento à indexação da Revista no LILACS, por motivo de readaptação das políticas da universidade.

Ano de 2019 – a Biblioteca Roberto Pinto Ribeiro da SPPA assume a indexação da Revista de Psicanálise na LILACS e passa a ser oficialmente um dos Centros Cooperantes da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), tornando-se a bibliotecária Karine Diniz Herte a responsável pela indexação dos registros LILACS-Express no FI-Admin a partir da edição 3/2017, considerando somente artigos livres material clínico.

Somando a essa evolução, em 29/08/2019 a Revista de Psicanálise também passou a ser indexada pelo Google Scholar (ou Google Acadêmico), uma plataforma de indexação com métricas de citações que nos permite monitorar todas às vezes que nossas publicações são citadas no mundo (bibliometria). O Google Scholar disponibiliza os títulos das publicações em forma de links que levam diretamente para o nosso site, no SEER, que limita o acesso exclusivo aos assinantes, garantindo a restrição de acesso aos casos clínicos.

Em 10/10/2019 conquistou-se através do IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) o ISSNe 2674-919X que identifica a versão online da nossa Revista. A preparação do site da Revista para conquista do ISSN eletrônico oportunizou o início da realização do Projeto “Revista de Psicanálise online do Arquivos à atualidade”, que viabilizou o início da integração das edições de 1988 a 1991 do “Arquivos” e das edições de 1993 a 2012 da Revista de Psicanálise, no SEER, com acesso online restrito aos assinantes. As edições a partir de 2013 já estavam sendo publicadas online’.

Em 05/11/2019, verificou-se que o status da Revista na Latindex estava como “no calificada”, porque a última indexação havia ocorrido em 2009, além disso, muitos dados de identificação, contato e responsáveis do periódico estavam desatualizados. Dessa forma, as atualizações foram encaminhadas ao CAPES, órgão brasileiro que responde pelos periódicos nacionais ao Latindex.

Em 08/11/2019, verificou-se através de pesquisas sobre bases de dados, que a Revista atende aos critérios de admissão automática para ingressar nas bases de dados da PEPsic (Periódicos Eletrônicos de Psicologia – BVSalud).

Em 11/11/2019, foi entregue a Diretoria da SPPA o Projeto QUALIS da Revista de Psicanálise da SPPA, onde são apresentadas as interfaces das indexadoras as quais fazemos parte, um breve esclarecimento sobre as classificações do QUALIS e sua metodologia de avaliação de periódicos e, por fim, um planejamento com metas a serem alcançadas no decorrer de 2019 e 2020 para que alcancemos os critérios para promover o atual QUALIS B2 da Revista para QUALIS B1 (excelência nacional) ou até QUALIS A1/A2 (excelência internacional). Entre as ações obrigatórias estão: adaptar a política editorial da Revista (casos clínicos apenas na versão impressa), open access para textos sem material clínico no SEER (isso já acontece com o LILACS e BiViPsi), ingressar no SciELO, exportar os registros open access do SEER para o DOAJ (Directory of Open Access Journals).

Em 20/11/2019 fomos convidados por Richard Sawyer (Senior Manager of Publisher Partnerships) a fazer parte das bases de dados acadêmicas do EBSCO Information Service, com indexação de textos completos sem material clínico, na sua base de dados acadêmica de abrangência internacional, vindo ao encontro do Projeto Qualis.